livros

Assim como meu avô, o psicanalista Hélio Pellegrino,

eu também sofri e ainda sofro de bibliofobia. É uma certa agonia de ver meu nome eternizado numa capa de livro. Graças à sua bibliofobia, o Hélio publicou muito pouco em vida. Então, em 2004 eu organizei um livro com textos dele que foi publicado pela editora Planeta sob a alcunha de “Lucidez embriagada”. Muitos anos depois, só em 2014, eu publiquei um livreto meu, pela editora Dantes, que narrava a história que não termina de uma viagem à aldeia Huni Kuim. Para a capa, o artista plástico Ernesto Neto fez um carimbo de uma serpente, e decalcamos à mão cada exemplar. Nesse mesmo ano, eu publiquei o meu livro

Cem ideias que deram em nada” pela editora Foz. A capa traz a imagem de uma pintura da artista Adriana Varejão.