Alice, Karim Aïnouz
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séries

Se escrever novela é maratona, escrever série é meio tiro de cem metros, meio corrida de revezamento. Cada episódio precisa funcionar por si e dentro do arco narrativo. A primeira experiência que eu tive neste ofício foi a convite do diretor Karim Ainouz. Em 2006, fizemos “Alice”, para HBO Brasil, primeira série nacional indicada ao Emmy Awards. Três anos depois, em 2009, pude novamente colaborar na criação de um seriado: “A Vida Alheia”, com meu parceiro querido Miguel Falabella. E, em 2011, fiz meu primeiro vôo solo: o episódio de abertura da microssérie “Amor em Quatro Atos” - obra inspirada nas músicas de Chico Buarque, produzida por Rodrigo Teixeira. No ano seguinte, o voo seria mais longo: criei e escrevi os 13 episódios da primeira série dramática do canal Multishow, “Oscar Freire 279”. O orçamento era curto e a produção artesanal, mas foi uma delícia trabalhar entre amigos. E em 2013, estreou “Pé na Cova”, série que teve algumas temporadas, e eu estava na sala de roteiro, pilotada por Miguel Falabella. Meu último trabalho com Miguel foi em "Brasil a Bordo", série de estreia da plataforma Globoplay. Mais recentemente, atuei como roteirista em dois episódios da série “Vítimas Digitais”, lançada em 2019 pelo GNT, e pude experimentar, pela primeira vez, o encontro entre a minha militância feminista e a dramaturgia, na medida em que a série dirigida por João Jardim abordava a violência contra a mulher na cultura digital.