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novelas

Cinédia, Emissora, Herbert Richers, Tycoon. São nomes de estudios históricos na cidade do Rio de Janeiro, e que formaram meu imaginário de menina que ia com a mãe figurinista para o trabalho, aos finais de semana. 

 

Me lembro de ficar deitada no chão, embaixo das araras, com os figurinos sobre meu corpo. Acompanhava a transformação dos atores em personagens, enquanto aumentava minha coleção de autógrafos. Nunca esqueço

o ar gélido do estúdio tocando meu rosto quando a porta pesada que dava acesso ao set se abria. Do fundo do estúdio, eu via seriados, novelas, programas de auditório serem feitos - e depois assistia-os de casa, na televisão. Escrever novelas se tornou meu sonho. Era uma forma de me comunicar com um público grande, e pautar, através de uma dramaturgia progressista as transformação de comportamento nas quais eu acreditava. 

 

Prestei vestibular para comunicação, mas logo migrei

para as ciências sociais. O audiovisual eu aprenderia na prática, nas diversas áreas em que transitei: assistente de montagem, produção, assistência de direção - tudo sempre com o objetivo de entender a mecânica do set, e escrever. 

 

Me formei em 2002 e, ano ano seguinte, tive a oportunidade de trabalhar como pesquisadora com o então premiado roteirista de cinema, João Emanuel Carneiro, que à época fazia sua estreia nas novelas. João é um mestre, e com ele aprendi muito sobre estrutura. Foi na novela "Da Cor do Pecado" que pude começar a experimentar a escrita de algumas cenas, sob a supervisão carinhosa de Angela Carneiro. 

 

Pouco tempo depois, estreei como colaboradora em uma sala de roteiro de novela de outro gênio: Miguel Falabella, o rei do diálogo inteligente e bem humorado, mestre do improviso. Fiz mais uma novela com João e, depois, outras duas com Miguel. De 2003 e 2012 trabalhei em 5 novelas. Uma verdadeira maratona - para cada novela de 8 meses no ar, há pelo menos um ano de preparação. Essa foi a minha escola de trabalho árduo, escrita dramática e disciplina.